sábado, 25 de setembro de 2010

TECNOLOGIA: PROGRESSO OU PROTESTO

Tecnologias chamam atenção

O dinamismo e a interatividade das novas tecnologias se associam à expressão de opiniões de um indivíduo ou seu grupo, o que pode chamar a atenção de políticos e marqueteiros. Mais do que ferramenta eleitoreira, o mundo digital abre margem ao aprofundamento das bases democráticas de um país, dando voz e vez aos cidadãos.

Ipad Gigante operado pela jornalista Amanda Chaves
O blog VOTO DE CABEÇA esteve na 1ª Mostra 3M de Arte Digital, no Centro Histórico Mackenzie, e conferiu as inovações apresentadas além do âmbito funcional, mas com um viés cultural. Muito além de simples obras de arte, a Mostra expõe ideias.

Um Ipad gigante nos mostra diversas abas, nas quais se veem as biografias dos artistas e suas respectivas obras, que podem ser transmitidas para outras pessoas através do próprio e-mail.

Jornalista Breno Coimbra deixa sua marca
Os visitantes da 1ª Mostra 3M de Arte Digital podem deixar seu recado numa mesa iluminada onde há algumas canetas a disposição. Uma câmera instalada no teto do prédio capta diversas fotos por segundo e reproduz na parede tudo aquilo que ela captou desde o início da exposição. Dessa forma, temos a projeção do conteúdo armazenado semanas após a abertura da Mostra.




Ambas as novidades podem ser muito bem exploradas numa próxima eleição, enfatizando a imagem e as propostas de determinados canditatos. Como percebemos durante a Exposição de Arte Digital, a tecnologia fascina e cativa a atenção do público, o que valoriza o político e atrai eleitores jovens.

Porém, o universo digital associado à arte confirma a faceta cidadã e democrática que essas idéias inovadoras apresentam. Podemos pensar em tecnologia como expressão da opinião da população.
O dinamismo da internet poderia agilizar e facilitar não só a comunicação daquilo que precisa ser aprimorado no país, mas a própria execução dessas tarefas.
A interatividade das redes sociais pode ser estendida a rotina pública, dando ao cidadão abertura para fiscalizar a conduta de seus elegidos bem como participar ativamente do exercício político.

Tecnologia pode diminuir a distância entre a prefeitura do município e seus bairros, numa proximidade que permite detectar pontualmente os deficits de uma região e planejar ações efetivas.
VOTO DE CABEÇA deixou seu recado na 1ª Mostra 3M de Arte Digital

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

ELEITOR CULTURAL

video
Acompanhamos uma entrevista coletiva com atrizes e jogadores de futebol, como você confere na reportagem exclusiva de Manuela Malachias.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O que você vê da sua janela?

É bastante desafiador ser jovem e eleitor no nosso país. Constantemente somos bombardeados por aquilo que quer se chamar de informação útil ao cidadão prestes a votar. Ironicamente, nem sempre essa "informação" tem, de fato, conteúdo. Entretanto, o acesso à propaganda de um nome ou um número é um direito vorazmente assegurado pelos nossos governantes, e temos a garantia de que nos mandatos vindouros, também irão proteger o nosso privilégio de (re)conhecer muitíssimos de seus amigos candidatos.

De longe, a superficialidade do marketing eleitoral não é o único nem o principal fator que nos distancia de uma escolha plenamente consciente e aprofundada. Talvez não nos tenha sido apresentada uma proposta inteligente e factível. Porém, o que nós, brasileiros, queremos para o nosso país? Que mudanças esperamos? O que de mais básico nossa pátria tem deixado de nos oferecer?

Sem dúvida, a rotina nos impulsiona a prosseguir e conviver com inumeráveis desafios, afinal, não nos resta outra alternativa. Mesmo que o incômodo tenha se tornado crônico e que estejamos acostumados com essas carências cotidianas, eleger novos administradores para o país deveria significar atuação pontual e concreta em direção aos déficits do país.

Como um ponto de partida para a análise do espaço no qual estamos inseridos, sugiro que olhemos através de nossas janelas.
  Da minha janela...

...sei que, com essa chuva, o final da rua vai alagar;

... sei que, se for tempestade, não haverá transporte público suficiente, a espera será ainda maior, seja no metrô ou no terminal de ônibus.

... sei que os muitos moradores de rua dessa região não vão ter onde se abrigar e que não há quem possa lhes acolher.


... sei que a paisagem poderia ser mais bonita sem tantos postes e fios de eletricidade tão expostos.

... sei que a poluição do ar e a chuva desgastam e corroem casas e  muros.

... sei que cabe a nós investir na nossa própria segurança, assim como tem se tornado indispensável assumir os custos das  necessidades mais básicas, como assistência médica e acesso à educação.

... sei que poderia ver uma paisagem diferente, algo mais bonito. Queria ver a natureza, flores, passarinhos.

Você já sabe quais são suas expectativas para com os próximos quatro anos?
Por que não descobrir olhando através da janela?

sábado, 4 de setembro de 2010

Desde sempre, eleitores

Em ano de votação, crianças vivenciam experiência eleitoral dentro da sala de aula e conhecem o processo de seleção dos futuros líderes da nação.

 Partido político? Experiência no cargo administrativo? Soluções e propostas frente aos desafios da sociedade? Propaganda cativante? Imagem forte? Caráter virtuoso?
O que esperamos daqueles que nos representam no cenário político?

Tratam-se de questões de cunho particular, critérios construídos segundo o juízo de valores de cada indivíduo. Um primeiro passo seria entender a dimensão da política como ferramenta social e compreender-se como parte dessa dinâmica, pelo menos em tese. Só a partir desses pressupostos temos homens e mulheres conscientes de sua cidadania e aptos a se identificarem (ou não) com seu papel eleitor.

A escola é um ambiente muito importante para a formação de cidadãos e, por extensão, eleitores. Acreditando nisso, a coordenadora pedagógica Bianca Meira tem desenvolvido em sua escola o Projeto Eleições. A iniciativa, bem recebida por pais e alunos, pretende simular o processo eleitoral com as crianças além de fomentar o voto responsável, crítico e consciente.

Bianca conversou com o blog VOTO DE CABEÇA:

Como vai funcionar o projeto ELEIÇÕES?
Cada faixa etária terá um tipo de abordagem. Algumas classes vão eleger representantes de classe, com direito a campanha dos candidatos, propostas, propaganda. Mas vamos cobrar dos alunos propostas coerentes, possíveis de serem realizadas em seus "mandatos", até o final do ano.


Na sala dos mais velhos, será necessário uma pesquisa sobre cada cargo que estará concorrendo na eleição de 2010. Vamos trabalhar com todos os alunos, a partir do segundo ano, os cargos e responsabilidades do governador e presidente da república.

Haverá uma simulação de eleição com os atuais candidatos que concorrem à presidência?
 Antes de tudo, as professoras sondarão, em sala de aula, quais os conhecimentos que os alunos já possuem sobre o tema das eleições e o que eles pensam sobre isso. Esclarecendo pontos principais sobre a administração do país, sobre o processo eleitoral, aí sim, os alunos vão simular a eleição.

 Teremos paralelamente o trabalho de pesquisa do voto entre familiares e amigos. O enfoque será não só no candidato escolhido, mas no critério de escolha. Queremos tratar esse tema explicando que as pesquisas são relativas, identificar que nem sempre a vontade de um pequeno grupo é a vontade da maioria, etc.
Do ponto de vista pedagógica, qual a importância de desenvolver um projeto desse tipo entre as crianças?

É necessário fazê-las entender o seu papel na sociedade. Marca a vida das crianças, muitos influenciam os pais, cobram um voto consciente. Podem, inclusive, passar esclarecimento para os pais que, eventualmente, não tenham tido acesso a esse esclarecimento.

É muito cedo para tratar desse assunto?

Vamos traduzir o processo eleitoral para a linguagem delas. Um exemplo: Com um mapa do Brasil, as crianças são questionadas sobre quem manda o país. Por ser muito extenso, vamos levantar a questão de que esse chefe precisa de ajudadores na administração do pais, portanto, abrimos conceitos como deputados, senadores, governadores.

Trabalhamos com os alunos a partir do segundo ano, por volta de 7 anos. Os menores fazem confusão até sobre o que é o Brasil (risos).

Da sua experiência, como os pais recebem essa idéia?

Os pais apóiam a idéia, são contagiados pelo interesse das crianças. Muitas começavam a assistir o horário eleitoral e inclusive chamava os pais para isso.

É comum nos depararmos com indivíduos frustrados com a política e a corrupção do meio.Essa decepção já aparece entre as crianças ?

A maioria das crianças é mais pura, desprendida de preconceitos e acredita na política e na transformação da sociedade através do voto. Como eles quase não tem contato com política no dia-a-dia, e são introduzidas ao tema de forma estrutural, teórica, demonstram uma credulidade contagiante no exercício da cidadania e no voto como elemento de transformação social.


Manuela Malachias

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VOTE DE CABEÇA - Introdução

Ser jovem e brasileiro é sinônimo de ser eleitor. A partir dos dezoito anos, somos todos legalmente responsáveis pela vida pública do país através do voto. É nosso direito de cidadão.É nosso dever de cidadão.


Muitas vezes sofrível e penoso, outras tantas um privilégio, uma ambição: assim somos brasileiros eleitores.

Na sua primeira experiência como eleitora, Manuela Malachias, se propõe a saciar uma curiosidade pessoal e adentrar a peculiar dinâmica eleitoreira do nosso país.

INFORMAÇÃO transforma voto de cabresto em VOTO DE CABEÇA.